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Greve da Cagepa pode afetar abastecimento no interior

Em assembleia realizada pelos servidores em greve da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) na manhã de ontem na sede da Companhia, em Campina Grande, ficou decidido que o setor de operações, responsável pelo tratamento e distribuição de água de todo o Estado, exceto a cidade de João Pessoa, vai sofrer redução no número de funcionários. Até ontem, os trabalhadores do setor não haviam parado as atividades apesar da greve, mas a partir de hoje, dos 1.200 funcionários, cerca de 700 devem cruzar os braços.

A adesão dos servidores da operação pode comprometer o abastecimento de água em aproximadamente 100 cidades assistidas pela Cagepa Borborema. Foi o que apontou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb), Wilton Maia. Ainda segundo o sindicalista, a medida foi tomada após a direção da companhia entrar com pedido de ilegalidade do movimento grevista no Tribunal Regional do Trabalho.

“O setor de operações vinha trabalhando normalmente e os problemas, que eventualmente ocorriam, era por conta de questões estruturais que a Cagepa tem e não por ação da greve.

Agora, com as acusações que nós estamos sendo alvos, foi decidido que o número de pessoal de operação também será reduzido para 40% do quadro para igualar aos outros setores”, explicou Wilton.

Além dos serviços de tratamento e distribuição de água, anteriormente já haviam sido reduzidos os trabalhos como o de leitura do consumo de água, ligações, cortes, religações e instalação de novos hidrômetros, além do atendimento comercial e administrativo. Já o abastecimento dos carros-pipa que havia sofrido um problema na semana passada, já voltou ao normal. “O problema com os carros-pipa foi por uma necessidade de manutenção da rede e não por conta da greve. Isso é mais uma acusação sem fundamento que foi direcionada aos trabalhadores”, acrescentou Maia, que reafirmou as reivindicações dos trabalhadores: demissão dos funcionários comissionados, contratação imediata dos concursados, melhores condições de trabalho, suspensão dos contratos de terceirização e a melhoria nos serviços prestados à população.

Os servidores querem ainda reposição da inflação em 5,57% e reposição salarial de 9,43%.

O procurador jurídico da Cagepa, Fábio Andrade, contesta a informação de que haja mais uma redução no quadro de trabalhadores da Cagepa. “A diretoria da empresa confia na responsabilidade dos trabalhadores e se mais aderirem à greve, a lei permite que a empresa contrate um serviço terceirizado para que a população e os serviços não fiquem prejudicados”, explicou o procurador.


Fonte: JP Online



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